Empregada Doméstica Digital

Raciocinando sobre o futuro, enquanto minha adorável empregada fazia uma faxina no meu quarto, pensei em uma possível nova profissão, que ainda não consegui batizar.

Veja bem. As empregadas domésticas conhecem seus patrões a fundo, tendo necessidade de saber onde os talheres são guardados, como a patroa gosta que suas roupas sejam passadas, quando se tem necessidade de comprar novos produtos de limpeza, etc…

Já pensou em transportar a profissão para o mundo da informática?

Assim como as pessoas bagunçam, sujam e emporcalham suas casas, bagunçam, sujam e emporcalham seus micros.

Com a nossa vida cada vez mais dependente dos computadores e cada vez com menos tempo ocioso, nem todos temos tempo de limpar os históricos, os relatórios de cada execução de um determinado programa, os registros do Windows, etc.

Alguém que fizesse esse serviço para nós seria exelente! Uma pessoa que conhecesse suas pastas e soubesse como organizar seus favoritos, onde armazenar o download salvo no Desktop, que atualizasse e executasse o anti-virus, o anti-spyware, o ScanDisk, que, realmente, limpasse externamente seu teclado, monitor, impressora (…), que o avisasse quando achasse necessário chamar um técnico, etc, etc, etc.

Como muitos apostam na convergencia digital e espera-se que, em breve, toda sua casa esteja conectada entre si, imaginem o tempo que será gasto com manutenção e reparo.

E tem mais: o principal comandante do projeto é o Bill Gates. Imaginem quantos arquivos sem importância serão gerads todos os dias, quantos <em>dlls</em> de programas permaneceriam na HD após estes serem desinstalados.

Alguém precisará botar ordem na máquina! E, para mim, uma vez por mês seria necessário.

Quando houver o fim da exclusão digital, não serão raras as pessoas de baixa classe social que terão exelentes noções de informática, deixando a vaga, ainda, a disposição dos mais pobres.

Termino o artigo, citando frases que se tornariam muito comuns se o projeto fosse idealizado:
– O Marinete, por favor, não mexa na minha pasta hoje porque estou organizando uns arquivos.
– Cleeeeeeeusaa! Onde você colocou o meu arquivo do Word que estava no Desktop?
– Professora, não trouxe meu trabalho porque ontem minha empregada deletou tudo.
– Ai amiga, meu patrão só anda entrando em sites indevidos depois que terminou o namoro.

Anúncios

O Vale do Silício

Em primeiro lugar, gostaria de desculpar-me pelo longo período sem postagens. Como diria Rafel Oliveira, enfrentei um bloqueio criativo na seleção dos temas, segiuido do retorno as aulas.
Mas, embalado pelo ainda recente lançamento do telefone faz-tudo da Apple, o iPhone, resolvi pesquisar e escrever um pouco sobre o Vale do Silício, nos Estados Unidos.

O que é silício?

Se você alguma vez estudou química, sabe que é um elemento químico, cuja sigla é Si, muito abundante na superfície terrestre. Além de estar presente na preparação do silicone e do cimento, também é muito utilizado na industria eletrônica e microeletrônica, na fabricação dos transistores para chips.
Os transistores são componentes, popularizados há cerca de cinqüenta anos, que atuam na amplificação e transferência dos sinais elétricos. São considerados os responsáveis pela decorrente evolução dos aparelhos eletrônicos, já que, com custo baixo e produção simples, desencadeou a redução do tamanho necessário para que grandes equipamentos fossem produzidos. Hoje, chips microscópicos são produzidos pelo encadeamento de milhares de transistores, através dos avanços da Nanotecnologia.
Como diz meu pai, são por esses novos métodos que hoje não tem o menor sentido o conserto de aparelhos eletrônicos. Antigamente, uma TV quebrava, uma válvula era trocada e o problema se resolvia. Hoje, apenas através de avançados equipamentos a laser isso seria possível.

O Vale só tem o silício?

Sem dúvida alguma, não. Não seria o maior centro mundial de empresas de tecnologia se apenas tivesse, mesmo que em abundância, a matéria-prima. A presença de renomadas universidades, creio eu, é o principal combustível das empresas que sobrevivem de idéias.
Quem teria melhores planos para a criação de inovações que um universitário? Sempre foi assim, e sempre será. Quem respira o ar do futuro, quem enxerga a evolução antes de todos, quem tem força de vontade e ousadia, somadas a inteligencia, são os universitários. São eles que, a qualquer momento, podem se reunir em uma garagem e transformar o mundo, para sempre. Assim foi com a HP e, posterioremente, com a Apple.
E na região do vale, não há nada mais que quatro grandes universidades, incluindo a Stanford University (onde se conheceram os criadores da HP e também os da Yahoo!), e mais algumas, nas redondezas, como a Universidade Berkeley da Califórnia.
Porém, não é certo dizer que as maiores criações técnológicas dos últimos anos vieram de lá. Seguindo a filosofia da globalização, os gênios revolucionários não nasceram no Silicon Vlley. Muitas vezes, consagraram-se com a criação de seus grandes projetos em qualquer lugar do mundo. A World Wide Web, por exemplo, foi idealizada na Suíça pelo inglês Tim Berners-Lee. Nem sempre a filosofia da região é criar. Muitas vezes, trata-se de aprimorar. Se não foi no Vale que esses “gênios revoluçionários” nasceram, será lá onde seus sucessores se encontrarão.

Unindo o útil ao agradável

Matéria prima abundante e mão-de-obra qualificada somadas ao investimento bilionário só poderiam resultar na implantação de pequenas empresas na área, tais como: Intel, Apple, eBay, Nasa, HP, Sun Microsystems e Oracle. Ah! Já ia me esquecendo de uma tal de Google que apenas irá dominar o mundo em um futuro próximo.

Os cérebros das empresas

Ser uma das maiores empresas do mundo, privilegiada por ocupar a visada área do Vale do Silício, significa ter concorrentes e necessitar de inovações a todo instante. E é esse instinto competitivo que move a classe trabalhista do local, acelerando as (r)evoluções tecnológicas que refletem por todo o mundo.
Proporcionar um ambiente de trabalho agradável é uma estratégia adotada para estimular a criatividade dos funcionários. E, é claro, isso funciona. Não há paredes que separam em escritórios os diversos setores da Google, por exemplo. Isso cria uma maior interação entre os colegas de trabalho, que resulta na troca de informações e opiniões e, consequentemente, na elaboração de projetos mais sofisticados. Além de tudo, uma parte do tempo de trabalho, na Google, pode ser dedicado a projetos pessoais. Assim, o funcionário tem muitos motivos para mostrar-se útil e garantir sua permanência no emprego. Sem levar em consideração o salário, que, acredito, não seja dispensável.
Afinal, eles merecem todo esse privilégio. Ser contratado por quem mais cresce economicamente no mundo não deve ser fácil. E ficará mais difícil ainda quando o projeto de selecionar pessoal através de um algorítimo for concluído.

Classe Criativa

Há uma recente denominação dada a classe trabalhista que necessita, a todo momento, inovar para sobreviver: classe criativa. Basta ter uma mente insana, produtivamente a frente de todos, para garantir salários altos pelo resto da vida.
Hoje, em um ambiente profissional tal como uma empresa grande do Vale do Silício, nada é impossível. Uma idéia que faça os outros dizerem “Puxa, por que não pensei nisso antes?” e o apoio de uma equipe de profissionais a sua disposição seria suficiente para deixar seu nome escrito para a história.
Estima-se que, atualmente, 1/3 dos trabalhadores do mundo encaixam-se na classe criativa. Criar ou modificar? Inovar ou aprimorar? Copiar ou revolucionar? Não se sabe ao certo a receita do sucesso. O que teve bom resultado com um, nem sempre terá o mesmo efeito com outros.
Transações bilionárias acontecerão, mudanças drásticas na forma de se pensar em Internet também. Mas, a história não muda: os conservadores perderão seu espaço para quem apostou na novidade. Uma nova hierarquia será criada e um novo grupo de jovens amadores, sem grandes pretenções, reiniciarão o processo. Eis o infinito ciclo vicioso capitalista da tecnologia.

Bibliografia

Revista Veja, edição 1991
http://pt.wikipedia.org/wiki/Silício
http://pt.wikipedia.org/wiki/Vale_do_Silício
http://pt.wikipedia.org/wiki/Transistor
http://www.engr.sjsu.edu/cmpe/images/Silicon%20Valley.gif
http://www.janelanaweb.com/digitais/mito.html

Como é difícil manter um Blog ativo!

Nunca pensei que o sucesso viria sem esforços, é claro. O segredo, para tudo, é sempre 10% de inspiração e 90% de transpiração. Aprendi essa lição desde cedo através de meu pai e pretendo levá-la comigo para o resto da vida.
Porém, foi justamente este o problema que enfrentei, nos últimos 30 dias: não tive tempo para transpirar. O pouco que produzi (cerca de três rascunhos) se resume a alguns parágrafos inspirados que não tiveram a oportunidade de serem melhor aproveitados.
Os motivos da falta de tempo são comuns a muitas pessoas: estudos, trabalho e problemas familiares.
Mas, essa experiência de abandono que o Blog sofreu me permitiu chegar a uma conclusão: não posso continuar o projeto sozinho! Adoraria poder, mas, já tenho responsabilidades e deveres suficientes.
Alguns antigos aliados já foram cotados para a vaga de redator. Posso adiantá-los que novidades estão por vir.
E enquanto não posso revelar meus planos, me limito a desculpar-me pelo tempo ausente e a agradecer àqueles que, por algum momento, pensaram o que teria acontecido comigo.
Um grande abraço do Gob.

Novo futuro sucesso do Pearl Jam é antigo

A interminável banda Pearl Jam está prestes a lançar seu habitual single de fim-de-ano que, desta vez, terá apenas duas músicas. O número de faixas pode parecer pequeno, mas, uma delas é responsável pelas inúmeras especulações referentes a data do lançamento, ainda não definida.
Trata-se da incrível regravação do clássico do rock, Love Reign O’er Me. Para quem não sabe, a música é originalmente do The Who e a versão do PJ foi feita, exclusivamente, para a trilha sonora do filme Reign Over Me, que será lançado na próxima primavera (americana), com Adam Sandler como protagonista.
Até alguns dias atrás, os interessados deviam contentar-se apenas com os trechos no trailler contidos. Porém, um ser abençoado, de alguma forma, inexplicavelmente conseguiu o som em primeira mão e… sem palavras… fenomenal! Você também pode ouvi-lo e baixá-lo através do blog Pearl Jam Evolution, principal fonte de minhas informações.
Aguardo anciosamente pelo single e pelo filme, já que, além de fã do Pearl Jam, sou fã do Adam.

Um pouco de música

Realizando o sonho de iniciar este projeto no Eterno Aprendiz: pelo menos duas vezes por semana, pretendo escrever a respeito dos meus destaques musicais.
Meu objetivo é ser breve e ajuda-los, caros leitores, a manterem-se bem informados sobre o que se passa no mundo da boa música.
Ah! Bem lembrado: boa música, de acordo com o MEU gosto. E meu gosto é algo muito complexo, do qual nem eu consigo desvendar os segredos.
Bom, começando…