Archive for the ‘Educação’ Category

Dissertação: Desenvolvimento econômico e estrutural

A economia brasileira vive um bom momento. Acompanhando o crescimento e a evolução do mercado mundial, vê-se a possibilidade da ocorrência de um arranque, a longo prazo, que resulte no desenvolvimento do quadro geral do país.

Entretanto, questiona-se o quão suficiente é a infra-estrutura nacional para suportar um avanço deste porte. Enfrentamos sensíveis problemas nos setores de transporte e de energia.

O sistema rodoviário, incentivado desde a presidência de JK, se por um lado integra a totalidade do território produtivamente ativo do país, por outro, é onde ocorrem as maiores dificuldades. Um país que visa à expansão do mercado interno deve priorizar a segurança ao transportar seus produtos. Mas são nas grandes rodovias onde as empresas têm altos custos com asseguradoras. Mesmo assim, o número de roubos de carga ainda é assustador.

Há duas viáveis alternativas para esse impasse: transporte ferroviário e hidroviário. O primeiro destaca-se pelos baixíssimos gastos. A partir do ponto em que se tem uma ferrovia construída, sua manutenção, o treinamento e emprego de pessoal e a segurança possuem custos ínfimos, comparados aos benefícios oferecidos, como velocidade e facilidade. Assim também acontece com o segundo, responsável pelo escoamento de toda a produção da Zona Franca de Manaus. Um país tão beneficiado por recursos hidrográficos possui a obrigação de utilizá-los em prol do próprio crescimento.

Segundo dados da Revista Veja, enfrentaremos também escassez de energia elétrica, caso o crescimento realmente ocorra. O problema, mesmo sendo previsto nos dias de hoje, ainda não possui uma solução definitiva. O impacto ambiental causado pela implantação de mais uma usina hidrelétrica preocupa o IBAMA, que, já há algum tempo, nega aprovações para a sua construção. As alternativas continuam inviáveis, seja pelo preço, tal como as eólicas, ou pelo risco ambiental, como as nucleares.

Portanto, torna-se clara a necessidade de serem tomadas decisões, o quanto antes, em vista de obter maior aproveitamento do que pode ser a melhor oportunidade de desenvolver-se, em toda a história do país. As medidas tomadas, tal como a implantação do PAC, são extremamente úteis e oportunas. É um grande passo dado e, sob aspectos econômicos, é de vital importância dar um passo por vez. O país que permaneceu inerte por muitos anos vê a oportunidade ideal de acelerar seu desenvolvimento.

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Sobre TV e Crianças

Atingido por uma forte e inesperada gripe, passei os dois últimos dias em repouso. Hoje, já em recuperação, consegui levantar da cama um pouco mais cedo para aproveitar ao máximo a pausa forçada na escola.

Tomo meu café da manhã e aproveito para ligar a televisão: “Desenhos! Há quanto tempo não os vejo! Nada melhor que uma gripe e um dia frio para ter um momento nostálgico”, pensei, já que cresci me divertindo todas as manhãs por alguns clássicos, como o Rei Babar, Tintin, Doug, O Máscara, Homem-Aranha, entre outros.

Animado, ligo na Rede Globo e, para minha surpresa, os imortais Power Rangers estão presentes em mais uma de suas infinitas temporadas. E, mesmo com alguns poucos novos efeitos especiais, o enredo continua idêntico ao que sempre foi: um novo monstro criado destroi a cidade; os rangers lutam e apanham; rangers lutam outra vez e ganham; o monstro triplica seu tamanho; rangers apanham; o renomado robô Megazord salva a cidade. Menos surpreendente que Lessie.

Mesmo assim, esperava uma evolução maior dos atuais episódios em comparação aos de dez anos atrás.

O desenho seguinte eu desconhecia, mas me animei pelos bons gráficos que apresentava. Todo feito em ambientes 3d, com belas imagens e personagens muito bem desenhados. Porém, uma história infantilóide, que chegaria a ser considerada uma ofensa às criancinhas telespectadoras do programa. Este é um paradigma, que já existia em minha época, de que quanto melhores forem os gráficos, piores serão os desenhos. Achei que não fosse mais válido para os dias atuais, mas concluí que ainda faz todo o sentido.

Resolvo trocar de canal e, no SBT, encontro duas crianças idiotas apresentando o programa que um dia teve Eliana (tá bom, não é lá grande coisa) no comando. É a terceira tentativa da emissora de criar um programa de crianças para crianças. Na primeira vez, o casal conhecido como Jéssica e Kauê mostrou todo seu péssimo potencial artístico, fracassando e rendendo ódio em todos os espectadores com o mínimo senso de ridículo. A segunda tentativa fracassou igualmente, sem mais detalhes. E a terceira, atual, que conheci hoje, é tão ruim que terei de resumir os defeitos em péssima atuação, competições extremamente sem-graça e falta de naturalidade. Alguns bons desenhos, creio eu, os salvam da demissão, por fazê-los alcançar alguma audiência.

Me recordo que um dia foi publicado, em uma edição da Revista Veja, a teoria de que o nosso Q. I. tem aumentado, de geração em geração. O estudo dizia que uma das tendências mais perto de ser comprovada era de que as pessoas nascidas nas décadas de 80 e 90 eram mais inteligentes do que as que nasceram em 50, 60 ou 70. E assim ocorreria um ciclo evolutivo. O motivo? A criança dos anos 50 brincava na rua, nadava nos lagos, subia nas árvores, etc. A dos anos 90, passou a assistir televisão, mexer em computadores e a jogar videogames. Tudo faz sentido até então: a criança do presente é desde cedo mais estimulada a raciocinar. Por outro lado, a do passado, sem sombra de dúvidas, era mais saudável e, arrisco, mais feliz.

Apenas fico impressionado, me perguntando como a televisão pode ajudar tanto no desenvolvimento da lógica de uma criança. Se a TV aberta voltada para o público infantil exibe programas como o daqueles dois idiotas apresentadores mirins, as crianças têm todo recurso para crescerem 10x menos inteligentes que seus pais. Isso sem contar as crianças americanas, que são as únicas no mundo capazes de se divertir com o Barney. No Brasil ainda temos a Xuxa que, há muitos anos, conseguia ser divertida, animada, engraçada. Hoje, do meu ponto de vista, é um fracasso.

E muitas dúvidas, então, permanecem: a criança de hoje realmente será um adulto mais inteligente? A tendência realmente será diminuir a saúde e aumentar a lógica? Programas feitos por crianças para crianças ajudam no desenvolvimento? Barney é melhor que Tem & Jerry? Isso, caros amigos, só o futuro nos dirá.

O Vale do Silício

Em primeiro lugar, gostaria de desculpar-me pelo longo período sem postagens. Como diria Rafel Oliveira, enfrentei um bloqueio criativo na seleção dos temas, segiuido do retorno as aulas.
Mas, embalado pelo ainda recente lançamento do telefone faz-tudo da Apple, o iPhone, resolvi pesquisar e escrever um pouco sobre o Vale do Silício, nos Estados Unidos.

O que é silício?

Se você alguma vez estudou química, sabe que é um elemento químico, cuja sigla é Si, muito abundante na superfície terrestre. Além de estar presente na preparação do silicone e do cimento, também é muito utilizado na industria eletrônica e microeletrônica, na fabricação dos transistores para chips.
Os transistores são componentes, popularizados há cerca de cinqüenta anos, que atuam na amplificação e transferência dos sinais elétricos. São considerados os responsáveis pela decorrente evolução dos aparelhos eletrônicos, já que, com custo baixo e produção simples, desencadeou a redução do tamanho necessário para que grandes equipamentos fossem produzidos. Hoje, chips microscópicos são produzidos pelo encadeamento de milhares de transistores, através dos avanços da Nanotecnologia.
Como diz meu pai, são por esses novos métodos que hoje não tem o menor sentido o conserto de aparelhos eletrônicos. Antigamente, uma TV quebrava, uma válvula era trocada e o problema se resolvia. Hoje, apenas através de avançados equipamentos a laser isso seria possível.

O Vale só tem o silício?

Sem dúvida alguma, não. Não seria o maior centro mundial de empresas de tecnologia se apenas tivesse, mesmo que em abundância, a matéria-prima. A presença de renomadas universidades, creio eu, é o principal combustível das empresas que sobrevivem de idéias.
Quem teria melhores planos para a criação de inovações que um universitário? Sempre foi assim, e sempre será. Quem respira o ar do futuro, quem enxerga a evolução antes de todos, quem tem força de vontade e ousadia, somadas a inteligencia, são os universitários. São eles que, a qualquer momento, podem se reunir em uma garagem e transformar o mundo, para sempre. Assim foi com a HP e, posterioremente, com a Apple.
E na região do vale, não há nada mais que quatro grandes universidades, incluindo a Stanford University (onde se conheceram os criadores da HP e também os da Yahoo!), e mais algumas, nas redondezas, como a Universidade Berkeley da Califórnia.
Porém, não é certo dizer que as maiores criações técnológicas dos últimos anos vieram de lá. Seguindo a filosofia da globalização, os gênios revolucionários não nasceram no Silicon Vlley. Muitas vezes, consagraram-se com a criação de seus grandes projetos em qualquer lugar do mundo. A World Wide Web, por exemplo, foi idealizada na Suíça pelo inglês Tim Berners-Lee. Nem sempre a filosofia da região é criar. Muitas vezes, trata-se de aprimorar. Se não foi no Vale que esses “gênios revoluçionários” nasceram, será lá onde seus sucessores se encontrarão.

Unindo o útil ao agradável

Matéria prima abundante e mão-de-obra qualificada somadas ao investimento bilionário só poderiam resultar na implantação de pequenas empresas na área, tais como: Intel, Apple, eBay, Nasa, HP, Sun Microsystems e Oracle. Ah! Já ia me esquecendo de uma tal de Google que apenas irá dominar o mundo em um futuro próximo.

Os cérebros das empresas

Ser uma das maiores empresas do mundo, privilegiada por ocupar a visada área do Vale do Silício, significa ter concorrentes e necessitar de inovações a todo instante. E é esse instinto competitivo que move a classe trabalhista do local, acelerando as (r)evoluções tecnológicas que refletem por todo o mundo.
Proporcionar um ambiente de trabalho agradável é uma estratégia adotada para estimular a criatividade dos funcionários. E, é claro, isso funciona. Não há paredes que separam em escritórios os diversos setores da Google, por exemplo. Isso cria uma maior interação entre os colegas de trabalho, que resulta na troca de informações e opiniões e, consequentemente, na elaboração de projetos mais sofisticados. Além de tudo, uma parte do tempo de trabalho, na Google, pode ser dedicado a projetos pessoais. Assim, o funcionário tem muitos motivos para mostrar-se útil e garantir sua permanência no emprego. Sem levar em consideração o salário, que, acredito, não seja dispensável.
Afinal, eles merecem todo esse privilégio. Ser contratado por quem mais cresce economicamente no mundo não deve ser fácil. E ficará mais difícil ainda quando o projeto de selecionar pessoal através de um algorítimo for concluído.

Classe Criativa

Há uma recente denominação dada a classe trabalhista que necessita, a todo momento, inovar para sobreviver: classe criativa. Basta ter uma mente insana, produtivamente a frente de todos, para garantir salários altos pelo resto da vida.
Hoje, em um ambiente profissional tal como uma empresa grande do Vale do Silício, nada é impossível. Uma idéia que faça os outros dizerem “Puxa, por que não pensei nisso antes?” e o apoio de uma equipe de profissionais a sua disposição seria suficiente para deixar seu nome escrito para a história.
Estima-se que, atualmente, 1/3 dos trabalhadores do mundo encaixam-se na classe criativa. Criar ou modificar? Inovar ou aprimorar? Copiar ou revolucionar? Não se sabe ao certo a receita do sucesso. O que teve bom resultado com um, nem sempre terá o mesmo efeito com outros.
Transações bilionárias acontecerão, mudanças drásticas na forma de se pensar em Internet também. Mas, a história não muda: os conservadores perderão seu espaço para quem apostou na novidade. Uma nova hierarquia será criada e um novo grupo de jovens amadores, sem grandes pretenções, reiniciarão o processo. Eis o infinito ciclo vicioso capitalista da tecnologia.

Bibliografia

Revista Veja, edição 1991
http://pt.wikipedia.org/wiki/Silício
http://pt.wikipedia.org/wiki/Vale_do_Silício
http://pt.wikipedia.org/wiki/Transistor
http://www.engr.sjsu.edu/cmpe/images/Silicon%20Valley.gif
http://www.janelanaweb.com/digitais/mito.html

Mãee, a professora me pegou no YouTube

– Crianças, agora vou passar a vocês a tarefa de casa: cada um de vocês deverá criar uma redação, sobre a matéria aprendida hoje, e publicá-la em seu blog. No mínimo 15 linhas, em Verdana, tamanho 12 pixels.
– Professora, é pra quando?
– Amanhã, pouco antes de começar as aulas, atualizarei meus Feeds dos blogs da classe. Agendarei uma conversa no Google Talk com os pais dos alunos que não tiverem feito.
– Vale nota, fessora?
– Vou corrigir e dar nota através de um comentário. Os autores dos cinco melhores textosterão seus blogs adicionados ao meu del.icio.us, o que conta como ponto positivo.

Através desse diálogo que criei, tentei representar o valor que os blogs e, sobretudo, a Internet terão na educação, em alguns anos.
Na minha quarta série do ensino fundamental, vivenciei algumas experiências com a interação da educação com a informática. Lições on-line eram freqüentemente publicadas no site da minha escola. Nós, os alunos, deveríamos ir até lá, ver o que deveria ser feito e entregar, no dia seguinte, uma folha com as respostas.
Mas então vinham os problemas:

  1. A maioria não tinha banda larga, nem todos tinham acesso a Internet e alguns nem um computador possuíam (Era Pré-lan-housica);
  2. Receber a tarefa on-line e entregá-la off-line, em um papel qualquer, não fazia sentido algum. Totalmente contraditório;
  3. Era extremamente trabalhoso entrar no site, logar-se e achar o ítem “tarefas”, para muitos que ainda estava iniciando sua caminhada rumo a inclusão digital.

Talvez por esses motivos essa prática tenha durado apenas um ano na minha antiga escola. Mas, apesar de muito mal pensado, o projeto tinha uma certa visão futurista. Transporte-o para o futuro, daqui a quinze, dez, cinco anos. Todos os alunos já teriam nascido lendo blogs, mexendo no Photoshop e jogando Ragnarok. Ninguém teria problemas com a Internet (que já teria o seu nome alterado para Google Internet Beta).
Com um pouco de imaginação e um bom planejamento, escolas poderiam ser criadas baseadas nesses princípios. Poderiam ser criadas? Poderão! Serão! Na verdade, são! Imaginem como seria assistir aulas por videoconferências, trocar seu caderno por seu Notebook, abrir o MSN ao invés de mandar bilhetinhos, …
E você, o que acha desse assunto? Adoraria ler algumas opiniões a respeito.