Acompanhe os desastres urbanos

Em uma tranquila sexta-feira, paro minhas atividades decorrentes para acompanhar os acontecimentos do dia por um jornal televisivo. Este inicia-se com a notícia de uma cratera aberta por obras em uma estação de metrô, em São Paulo.

Cratera em obra do Metrô engole caminhões, por Folha OnLine

Me impressiono com o fato, principalmente pela gravidade da situação. Ao pesquisar na Web notícias do acidente, descubri que já havia um buraco, revestido de concreto, para facilitar o acesso dos funcionários, que trabalhavam para a criação de uma nova linha do transporte. Houve deslizamento das terras aos redores, que fez com que o concreto cedesse e desmoronasse.
Os funcionários que trabalhavam no momento, escaparam da tragédia, exceto o motorista de um caminhão, que há pouco foi encontrado. Suspeita-se da queda de outro veículo, provavelmente uma van (segundo os moradores da região) ou um microônibus (segundo o jornalEstadão e a Rede Globo de Televisão).
Porém, as preocupações atuais são com um guindaste de aproximadamente 50 toneladas que vinha sendo utilizado nas obras e encontra-se próximo ao local, em um pequeno espaço, totalmente de risco.
A notícia seguinte também nos diz sobre um acidente, que já vem sendo assunto dos jornais há alguns dias: o vazamento da barragem de Miraí (MG). Para quem não acompanhou os noticiários nos ultimos tempos, a Mineradora Rio Pomba Cataguases, em um dia de muita chuva, teve uma de suas barreiras rompidas e a pequena quantidade de 2 bilhões de litros de lama (resultantes da lavagem de bauxita realizada pela empresa) invadiu a cidade.
Como o principal rio já havia transbordado, devido a chuva, a lama se misturou com a água das enchentes e chegou a alcançar um metro e meio de altura. A cidade teve toda sua atividade paralisada (como a produção industrial, o comércio…) e ainda tenta livrar-se da lama, que vai se espalhando pelos rios e chegando às cidades vizinhas, do Rio de Janeiro, que já vem sofrendo com as enchentes.

Homens limpam ruas em Mira após rompimento de barragem de mineradora, por Folha OnLine

Imagine-se em uma cidade dessas. Você, cidadão comum, sai pela manhã rumo ao trabalho. Na volta para a casa, percebe o início de uma chuva. Esta, perdura até que você percebe que está pisando na lama que invadiu seu lar. E o volume dessa lama aumenta, aumenta, até que, dependendo da sua altura, você pode morrer afogado se sair de casa. Seus móveis, seus eletrodomésticos, o carpete da sua sala (…), totalmente irecuperáveis.
Ah! E, me baseando em um fato real que aconteceu em São Bernardo do Campo (SP), imagine um portador de deficiências que, na sua cadeira de rodas, observa o volume do material aumentar e, sem poder subir escadas ou ficar de pé, desespera-se, correndo sério risco de vida, em meio a uma mistura desconhecida. Sim, agora eu viajei. Mas poderia acontecer, não?
E, só para finalizar: a direção da empresa responsável declarou ser parcialmente culpada pelo rompimento das barreiras. Parece que a verdadeiro responsável foi a chuva.
É… Eles tem toda a razão! A multa de 75 milhões deveria ir pra São Pedro, não para eles.

Sem revisão

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