Nova era

Sabe aquela vontade repentina de escrever? Recomendar um livro, comentar um filme, compartilhar uma música, expor uma conclusão. Sem nicho, sem limites, sem objetivos, apenas, exercitar o pensamento e a arte de redigir.

Transitório, como a personalidade, os interesses e as metas.

O Eterno Aprendiz há muito não suporta meus ideias, há muito existe.
Agradeço a quem leu, gostou, criticou, comentou, recomendou.
A mim, tornou-se registro dos pensamentos adolescentes, os quais guardarei para sempre.

Sem mais,
Adeus.

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Dissertação: Desenvolvimento econômico e estrutural

A economia brasileira vive um bom momento. Acompanhando o crescimento e a evolução do mercado mundial, vê-se a possibilidade da ocorrência de um arranque, a longo prazo, que resulte no desenvolvimento do quadro geral do país.

Entretanto, questiona-se o quão suficiente é a infra-estrutura nacional para suportar um avanço deste porte. Enfrentamos sensíveis problemas nos setores de transporte e de energia.

O sistema rodoviário, incentivado desde a presidência de JK, se por um lado integra a totalidade do território produtivamente ativo do país, por outro, é onde ocorrem as maiores dificuldades. Um país que visa à expansão do mercado interno deve priorizar a segurança ao transportar seus produtos. Mas são nas grandes rodovias onde as empresas têm altos custos com asseguradoras. Mesmo assim, o número de roubos de carga ainda é assustador.

Há duas viáveis alternativas para esse impasse: transporte ferroviário e hidroviário. O primeiro destaca-se pelos baixíssimos gastos. A partir do ponto em que se tem uma ferrovia construída, sua manutenção, o treinamento e emprego de pessoal e a segurança possuem custos ínfimos, comparados aos benefícios oferecidos, como velocidade e facilidade. Assim também acontece com o segundo, responsável pelo escoamento de toda a produção da Zona Franca de Manaus. Um país tão beneficiado por recursos hidrográficos possui a obrigação de utilizá-los em prol do próprio crescimento.

Segundo dados da Revista Veja, enfrentaremos também escassez de energia elétrica, caso o crescimento realmente ocorra. O problema, mesmo sendo previsto nos dias de hoje, ainda não possui uma solução definitiva. O impacto ambiental causado pela implantação de mais uma usina hidrelétrica preocupa o IBAMA, que, já há algum tempo, nega aprovações para a sua construção. As alternativas continuam inviáveis, seja pelo preço, tal como as eólicas, ou pelo risco ambiental, como as nucleares.

Portanto, torna-se clara a necessidade de serem tomadas decisões, o quanto antes, em vista de obter maior aproveitamento do que pode ser a melhor oportunidade de desenvolver-se, em toda a história do país. As medidas tomadas, tal como a implantação do PAC, são extremamente úteis e oportunas. É um grande passo dado e, sob aspectos econômicos, é de vital importância dar um passo por vez. O país que permaneceu inerte por muitos anos vê a oportunidade ideal de acelerar seu desenvolvimento.

Novidades

Como é bom voltar a escrever! O Eterno Aprendiz atravessou um longo período de abandono, como todos podem notar.
Me envolvi com algumas atividades extras e acabei por não gerenciar muito bem o tempo. Estudos, cursos, academia, livros… Sacrifiquei as horas ao PC e me tornei um desatualizado. E um desatualizado não tem nada de interessante para compartilhar.
Pois bem, as férias chegaram. Aproveitei o tempo livre para correr atrás dos projetos pessoais.
E um deles, que estava no papel há muito tempo, agora está prestes a se concretizar. Trata-se de um novo blog, enfocado somente em música, a maior das minhas paixões. Junto a alguns amigos, terei o prazer de registrar minhas opiniões sobre o assunto, recomendar novos artistas e aceitar recomendações dos leitores.
Será mais uma boa experiência que terei com projetos para a Web, dessa vez, trabalhando em equipe com pessoas que conheço há anos e sei que possuem muito conhecimento a compartilhar.
Assim que as novidades forem chegando, não deixarei de avisá-los.
E, como todo eterno aprendiz, estou sempre buscando melhorar: aproveitarei o ímpeto de um novo blog para dar uma nova força para o antigo. Prometo, perante a todos vocês, postar aqui com mais assiduidade.
Um grande abraço a todos os leitores e assinantes, principalmente.

Produtos, best-sellers e respectivas nomenclaturas

Recomendado várias vezes por por grandes amigos, semana passada li o Monge e o Executivo. É um best-seller de auto-ajuda que tem como enfoque a personalidade comportamental de um líder. Como todo livro popularmente lido, a linguagem é simples, clara e pobre, já esperava por isso. Os conceitos são interessantes. Discutíveis, mas interessantes. Concordo que seja útil sua leitura por quem gerencia alguma empresa ou ao menos tenha personalidade de liderança.
Mas, algo me chamou muito a atenção. O título:

O Monge e o Executivo

. Ainda acompanhado pela frase

“Uma história sobre a essência da liderança”

. Interessante, não? O que você espera de um livro desses? Uma história interessante sobre um monge e seus ensinamentos a um executivo; experiências intensas, atos notáveis, lições de moral; exemplos de atitudes simples que revolucionariam sua produtividade empresarial ou até social. Isso foi o que eu pensei que encontraria.
Infelizmente, me deparei com uma história vazia. Um enredo criado apenas para exprimir os fundamentos através de uma narrativa. Facilmente, tudo o que é dito pelos personagens poderia ser apresentado através de um texto reflexivo, informativo, referencial. A diferença é que não haveria interação. Muito menos atenção é necessária para ler uma narrativa simples que reflexões, solilóquios e discussões teóricas. E o livro foi escrito apenas para vender, não para marcar época.
Apesar de ser decepcionante (“Quem mexeu no meu queijo?” o supera), faz parte de um seleto grupo dos produtos que, considero, vendem pela boa escolha do nome. Um clássico exemplo que posso dar é o refrigerante H2OH. Para quem não o conhece, é produzido pela Pepsi e há pouco tempo se tornou um vício brasileiro. Trata-se de nada mais que uma soda qualquer feita sem a adição de açúcar e de baixo teor calórico. Tem a polêmica fenilalanina em sua composição, tal como algumas vitaminas. Só.
Apenas um refrigerante disfarçado em um nome que sugere algo saudável. E não é tão saboroso assim para conquistar tantos clientes. É a prova do poder sugestivo. Aposto que muitos desatentos, que são os melhores clientes, pensariam: “Em vez de tomar um refrigerante, que sei, não faz bem à saúde, vou tomar algo mais saudável. Garçom, uma H2OH pra mim”. A condição atual da sociedade é tão preocupante que tomamos refrigerante quando optamos pelo bem da saúde.
Além de funcionar com o livro, essa minha teoria dos nomes é válida para muitos outros produtos, que terei prazer em citar, assim que encontrá-los em maior número.
Uma lição, porém, foi aprendida: best-sellers não valem nada e não compensam o tempo gasto!

Sobre TV e Crianças

Atingido por uma forte e inesperada gripe, passei os dois últimos dias em repouso. Hoje, já em recuperação, consegui levantar da cama um pouco mais cedo para aproveitar ao máximo a pausa forçada na escola.

Tomo meu café da manhã e aproveito para ligar a televisão: “Desenhos! Há quanto tempo não os vejo! Nada melhor que uma gripe e um dia frio para ter um momento nostálgico”, pensei, já que cresci me divertindo todas as manhãs por alguns clássicos, como o Rei Babar, Tintin, Doug, O Máscara, Homem-Aranha, entre outros.

Animado, ligo na Rede Globo e, para minha surpresa, os imortais Power Rangers estão presentes em mais uma de suas infinitas temporadas. E, mesmo com alguns poucos novos efeitos especiais, o enredo continua idêntico ao que sempre foi: um novo monstro criado destroi a cidade; os rangers lutam e apanham; rangers lutam outra vez e ganham; o monstro triplica seu tamanho; rangers apanham; o renomado robô Megazord salva a cidade. Menos surpreendente que Lessie.

Mesmo assim, esperava uma evolução maior dos atuais episódios em comparação aos de dez anos atrás.

O desenho seguinte eu desconhecia, mas me animei pelos bons gráficos que apresentava. Todo feito em ambientes 3d, com belas imagens e personagens muito bem desenhados. Porém, uma história infantilóide, que chegaria a ser considerada uma ofensa às criancinhas telespectadoras do programa. Este é um paradigma, que já existia em minha época, de que quanto melhores forem os gráficos, piores serão os desenhos. Achei que não fosse mais válido para os dias atuais, mas concluí que ainda faz todo o sentido.

Resolvo trocar de canal e, no SBT, encontro duas crianças idiotas apresentando o programa que um dia teve Eliana (tá bom, não é lá grande coisa) no comando. É a terceira tentativa da emissora de criar um programa de crianças para crianças. Na primeira vez, o casal conhecido como Jéssica e Kauê mostrou todo seu péssimo potencial artístico, fracassando e rendendo ódio em todos os espectadores com o mínimo senso de ridículo. A segunda tentativa fracassou igualmente, sem mais detalhes. E a terceira, atual, que conheci hoje, é tão ruim que terei de resumir os defeitos em péssima atuação, competições extremamente sem-graça e falta de naturalidade. Alguns bons desenhos, creio eu, os salvam da demissão, por fazê-los alcançar alguma audiência.

Me recordo que um dia foi publicado, em uma edição da Revista Veja, a teoria de que o nosso Q. I. tem aumentado, de geração em geração. O estudo dizia que uma das tendências mais perto de ser comprovada era de que as pessoas nascidas nas décadas de 80 e 90 eram mais inteligentes do que as que nasceram em 50, 60 ou 70. E assim ocorreria um ciclo evolutivo. O motivo? A criança dos anos 50 brincava na rua, nadava nos lagos, subia nas árvores, etc. A dos anos 90, passou a assistir televisão, mexer em computadores e a jogar videogames. Tudo faz sentido até então: a criança do presente é desde cedo mais estimulada a raciocinar. Por outro lado, a do passado, sem sombra de dúvidas, era mais saudável e, arrisco, mais feliz.

Apenas fico impressionado, me perguntando como a televisão pode ajudar tanto no desenvolvimento da lógica de uma criança. Se a TV aberta voltada para o público infantil exibe programas como o daqueles dois idiotas apresentadores mirins, as crianças têm todo recurso para crescerem 10x menos inteligentes que seus pais. Isso sem contar as crianças americanas, que são as únicas no mundo capazes de se divertir com o Barney. No Brasil ainda temos a Xuxa que, há muitos anos, conseguia ser divertida, animada, engraçada. Hoje, do meu ponto de vista, é um fracasso.

E muitas dúvidas, então, permanecem: a criança de hoje realmente será um adulto mais inteligente? A tendência realmente será diminuir a saúde e aumentar a lógica? Programas feitos por crianças para crianças ajudam no desenvolvimento? Barney é melhor que Tem & Jerry? Isso, caros amigos, só o futuro nos dirá.